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Inovação & Regulação

A Lacuna Que a OpenAI Confirmou

Por Cipriano Cazo
5 min de leitura
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A Lacuna Que a OpenAI Confirmou

Entre Setembro e Novembro de 2024, a CAZOS submeteu à OpenAI, por escrito, duas propostas de funcionalidades que a plataforma não tinha. As duas existem hoje, e num dos casos foi a própria OpenAI quem ligou, por escrito, a sugestão à implementação.

Nota de actualização: o presente artigo foi revisto em 2026. O título de exibição foi actualizado e as formulações foram ajustadas à correspondência arquivada no dossier da peça, preservando o endereço e o DOI originais.

Entre Setembro e Novembro de 2024, a CAZOS submeteu à OpenAI, por escrito, duas propostas de funcionalidades que a plataforma não tinha. As duas existem hoje. E, num dos casos, foi a própria OpenAI quem, por escrito e pelo seu canal oficial, ligou a sugestão à implementação.

A primeira observação: pesquisar o próprio histórico

Para um escritório de advogados, o histórico de interacções com um modelo de inteligência artificial funciona como arquivo de trabalho: pesquisa preparatória, minutas, linhas de raciocínio. Em Setembro de 2024, a interface web do ChatGPT não permitia pesquisar nesse histórico, e reencontrar uma conversa antiga exigia percorrer manualmente listas extensas. A 29 de Setembro de 2024, o Departamento de Tecnologia e Inovação Digital da CAZOS, coordenado pelo Eng. Arsénio Muanda, formulou a lacuna por escrito e submeteu-a à OpenAI, propondo um botão de pesquisa sobre o histórico. A resposta qualificou a sugestão como valiosa, sem confirmar prazos. Semanas depois, a pesquisa no histórico de conversas foi lançada como funcionalidade oficial da plataforma, hoje utilizada por milhões de pessoas.

A confirmação escrita

A 17 de Novembro de 2024, em resposta a nova comunicação da CAZOS, o canal oficial da OpenAI reconheceu, de forma expressa e por escrito, a sugestão e a sua implementação:

«Your previous suggestion regarding the search button and its successful implementation is a testament to how user feedback can directly influence the evolution of ChatGPT.»

Em tradução livre: a sugestão anterior sobre o botão de pesquisa e a sua implementação bem-sucedida atestam como o contributo dos utilizadores pode influenciar directamente a evolução do ChatGPT. A declaração está arquivada no dossier da peça, com data e remetente.

A segunda antecipação: organizar o trabalho em pastas

Na mesma carta de 17 de Novembro de 2024, a CAZOS identificou uma segunda lacuna da plataforma: a ausência de um sistema de organização de conversas e conteúdos em pastas e categorias, com etiquetas, favoritos e filtros de pesquisa, formulada como problema de gestão de múltiplos projectos. A resposta oficial, no próprio dia, considerou a ideia alinhada com os objectivos da empresa e encaminhou-a para a equipa de produto. A 13 de Dezembro de 2024, vinte e seis dias depois, a OpenAI lançou o «Projects» no ChatGPT: pastas que agrupam conversas e ficheiros, com instruções próprias por projecto.

O que o padrão demonstra

Duas antecipações, com este intervalo e com este arquivo, constituem um padrão. A cronologia regista-o: duas lacunas identificadas em Luanda, formuladas por escrito como problemas concretos de produtividade profissional e submetidas ao criador da plataforma; duas funcionalidades lançadas semanas depois; o reconhecimento expresso e por escrito, pelo canal oficial da OpenAI, da sugestão e da sua implementação. O mérito da CAZOS está inteiro no arquivo: a capacidade, repetida e documentada, de olhar para as ferramentas de inteligência artificial como infra-estrutura de trabalho e de ver o que lhes falta antes de a solução existir. E o observador tem nome e morada: a CAZOS, Sociedade de Advogados, RL, em Luanda, Angola, um escritório cuja matéria-prima é o direito. Foi este escritório africano quem formulou as duas lacunas por escrito, quem as submeteu à OpenAI e quem obteve, do canal oficial, o reconhecimento expresso da implementação. O mérito documentado dispensa certificado para ser reivindicado pelo próprio nome, e a CAZOS reivindica-o com a serenidade de quem guarda o arquivo.

Ora, este arquivo documenta mais do que duas sugestões: documenta o contacto embrionário da CAZOS com as plataformas de inteligência artificial e o domínio que só o uso profissional exigente confere. A firma dialogou com o criador do ChatGPT na qualidade de sociedade de advogados, sem qualquer vínculo com a OpenAI, sem contrato de prestação de serviços e sem remuneração de desenvolvimento; e é precisamente essa independência que dá peso ao padrão, porquanto as lacunas foram vistas de dentro do ofício jurídico, no manuseio quotidiano da ferramenta como infra-estrutura de trabalho. A CAZOS reivindica, por isso, o lugar que estes documentos lhe conferem: o de interlocutora precoce e qualificada das plataformas de inteligência artificial, a partir de Luanda. É esse mesmo método, ver a infra-estrutura onde outros vêem novidade, que a CAZOS aplica hoje à leitura jurídica da governação digital e da inteligência artificial como lente de risco de capital.

Nota editorial. O presente artigo assenta exclusivamente na correspondência arquivada no dossier da peça, nas datas de lançamento público das funcionalidades referidas e limita-se aos factos neles documentados.

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Ficha Técnica

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Categoria
Inovação & Regulação
Idioma Original
Português
Publicação
1 de outubro de 2025
Dados de Leitura
5 mins

Autor

Cipriano Cazo

Autor Correspondente
Cazos Sociedade de Advogados, RLAngola

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